06/09/2018 14h28

Como enxergamos o mundo

Para refletir com calma

Como enxergamos o mundo
imagem reprodução ilustração

Um senhor, beirando os 80 anos de idade, descansava no banco da praça de uma cidadezinha do interior, quando foi abordado por um homem que havia estacionado o carro à sombra de uma árvore:

Bom dia, senhor. Como vai?

Bom dia, meu amigo. Respondeu o idoso.

O senhor mora por aqui? Perguntou o motorista.

Sim, desde que nasci. Disse o senhor com tom de satisfação.

Ao que o visitante explicou:

É o seguinte: eu e minha família estamos de mudança para cá no final deste mês e eu gostaria muito de saber como é o povo daqui. O senhor pode me ajudar?

O idoso, então, perguntou ao homem:

Antes eu quero te perguntar uma coisa: como são as pessoas da antiga cidade que o senhor vivia?

Sem constrangimento, o futuro morador falou:

Ah... De onde eu venho, as pessoas são muito boas, um povo hospitaleiro, amigo. Todos se dão muito bem. Eu amava aquele povo! Só estou saindo de lá porque a empresa que eu trabalho abriu uma filial aqui e me colocou como diretor.

Satisfeito com a resposta, o idoso comentou:

O senhor é uma pessoa de sorte! Esta cidade é exatamente como a sua. Tenho certeza que sua família vai gostar muito da nossa gente. Somos muito 'gente boa'. Para falar a verdade, você acabou de ganhar um novo amigo! Meu nome é José, muito prazer!

Aquele homem agradeceu o idoso pela hospitalidade, voltou para o seu carro e foi embora.

Horas mais tarde, outro homem também chegou à praça da cidadezinha e fez a mesma pergunta ao idoso, que continuava desfrutando daquele belo dia de sol.

Senhor, boa tarde. Estou pensando em me mudar para cá e gostaria de saber como é o povo dessa cidade.

O idoso perguntou:

E como era o povo da sua cidade, meu amigo?

Meio sem entender, aquele homem respondeu:

Vixi, era um povo muito sem educação. Um bando de gente orgulhosa, preconceituosa, arrogante e mesquinha. Só para você ter ideia, eu morei mais de 15 anos lá e não fiz um amigo sequer!

Com uma voz calma, o senhor de cabelos brancos disse ao homem:

Sinto muito, filho. Infelizmente você vai encontrar exatamente o mesmo tipo de pessoa na nossa cidade. As pessoas aqui não são amigas de ninguém, são orgulhosas e vivem com uma cara fechada. Te aconselho a procurar outra cidade para morar, pois o povo daqui vai te decepcionar muito!

O pipoqueiro da praça, que assistiu toda a conversa daquele senhor com os dois homens, não se conteve e perguntou:

Seu José, o senhor me desculpe, mas eu não pude deixar de ouvir as conversas que você teve com aqueles dois homens. Como o senhor pôde responder a mesma pergunta com duas respostas tão diferentes?

O Sr. José riu da curiosidade do pipoqueiro, e respondeu:

Ah, meu bom amigo... Nós sempre vemos e julgamos o mundo à partir da nossa visão, a partir de quem nós somos. Uma pessoa preconceituosa, por exemplo, vai enxergar todas as pessoas preconceituosas da cidade; uma pessoa briguenta só verá as pessoas complicadas do lugar.

_ Como assim, seu José? Não entendi o que o senhor quis dizer. Falou o pipoqueiro.

O idoso, então, explicou:

Aquele homem que veio aqui de manhã vai enxergar as pessoas boas e amigas de nossa cidade; já o segundo, que acabou de ir embora, só enxergará os orgulhosos, preconceituosos e arrogantes. Entenda uma coisa, rapaz: o mundo depende da visão que temos. O exterior sempre refletirá o que temos guardado no nosso interior.

Jesus disse: "Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!" (Mateus 6:22,23).

 

Voltar para o topo
COMPARTILHE A MENSAGEM Facebook Twitter


Comente esta mensagem

Ok