07/02/2017 11h16 - Atualizado em 07/02/2017 11h17

O que diz a parábola do filho pródigo?

Você conhece a história. Um jovem tomou a porção da sua herança que lhe deu seu pai, e a derriçou vivendo descontroladamente. Terminou sem dinheiro, com sua saúde e espírito arruinado; e no seu momento mais baixo, ele decidiu voltar para seu pai...

O que diz a parábola do filho pródigo?
Imagem: Reprodução

 

As escrituras nos dizem, “E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se ao pescoço e o beijou.” (Lucas 15:20).

Note que nada impediu o perdão do pai a este jovem. Este garoto não tinha que fazer nada –sem si quer confessar seus pecados – porque o pai já havia feito provisão para a reconciliação. Verdadeiramente, tudo ocorreu por iniciativa do pai; ele correu até seu filho e o abraçou imediatamente quando viu o garoto vindo pelo caminho.
A verdade é que o perdão nunca é um problema para um pai que ama. Da mesma maneira, nunca é um problema para nosso Pai Celestial quando Ele vê um filho arrependido.

Assim que o perdão não é o tema nessa parábola. De fato, Jesus põe bem claro que não era suficiente para este pródigo ser somente perdoado. O pai não abraçou seu filho só para perdoá-lo e deixa-lo seguir seu caminho. Não, esse pai anelava muito mais do que só a restauração de seu filho. Ele queria a companhia de seu filho, sua presença, sua comunhão.

Ainda que o filho pródigo foi perdoado e favorecido mais uma vez, ele ainda não havia se acomodado na casa do pai. Só depois de fazer isso, estaria satisfeito o pai, seu gozo se realizaria uma vez que seu filho fosse trazido para sua companhia. Esse é o tema nessa parábola.

Aqui a história se faz muito interessante. O filho claramente não estava tranqüilo com o perdão do pai. Por isso ele hesitou entrar na casa do pai. Ele disse em essência: “Pai, se soubesse o que fiz, e todas as coisas más e imundas. Pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho. Tens todo direito de me expulsar”.

Note o que o pai lhe responde. Ele não diz nenhuma palavra de reprovação. Não se refere ao que o pródigo fez, não faz menção de sua rebelião, sua insensatez, seu desperdício, nem de sua falência. E mais, o pai nem si quer se da por entendido do pedido do seu filho de ficar pra fora, imerecido. Ele ignorou tudo isto! Por quê?

Aos olhos do pai, o jovem antigo já estava morto. Esse filho estava completamente fora da sua mente. Agora, aos olhos do pai, este filho que havia retornado era um novo homem! E seu passado nunca mais seria recordado!

O pai estava dizendo, “Quanto a mim não me preocupo. Teu velho eu, esta morto. Agora, caminha comigo como um novo homem. Não há necessidade de que vivas de baixo da culpa. O problema do pecado foi resolvido. Agora, entra confiadamente em minha presença e desfrute da minha misericórdia e graça”.

 

David Wilkerson

 

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