05/10/2017 20h51 - Atualizado em 05/10/2017 20h51

Reconhecer que voltar é a melhor opção - quanto antes melhor

De repente você nota o que não queria notar, só pelo simples fato de ter escolhido ver com os olhos da realidade, sentir com os pés no chão

Reconhecer que voltar é a melhor opção - quanto antes melhor
Imagem: Reprodução

Você percebe que nada passou por você e que a via de mão dupla não existe agora. Não mais.

Às vezes um carro entra numa estrada e percorre um pequeno trecho para descobrir que não está no caminho certo. Então volta, retrocede. Mas é bom quando o balão é no começo. Ruim é quando se vai até bem longe e fica difícil encontrar retorno. Gasta-se muito combustível e você tem que rever toda a paisagem, a mesma estrada, sabendo o quanto demorou chegar até lá e que foi tudo vão. Ou não. Você pode aprender com o caminho também. Mas mesmo assim, vai ser frustrante voltar.

De repente, nota que os detalhes mudaram. Você não tem mais lugares que lhe pareciam privilegiados, não conversa mais as mesmas coisas, os mesmos segredos reservados. De repente não dá pra entender a mudança nas atitudes e o porquê de tantos nãos. É difícil quando não se vê o que está ali na frente, principalmente quando o ali na frente não é tão na frente assim. Mas a luz é simples e oferece descanso, quer que você pare onde está e contemple. Não vai mostrar adiante, não adianta!

O fato é que, também de repente, o abraço parece mais frouxo. Bem de repente mesmo. E bem mais frouxo. E aí você se pergunta: Por que não pode ser assim, assim e assado? Nesse lugar, com essa ou essas pessoas? Desse jeito. Por que não? Você sente que tudo vai acabar num baralho. Num embaralhamento de cartas. E você não imagina o quando o jogo será melhor e mais prazeroso de jogar. Se imaginasse, não sofreria por não ver as cartas escondidas nas mangas de quem você tanto quer bem. E de quem te fez! Principalmente, de quem te fez.

Por: Ananda Ribeiro

 

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