07/12/2018 08h45 - Atualizado em 07/12/2018 08h45

Netvida: Turbilhão de sentimentos

Momento de crise. E eu me questiono: por que quero tudo o que sempre quis, se agora já não quero mais? Tem uma palavra que aprendi e tenho ouvido muito ultimamente na universidade: imaginário

Netvida: Turbilhão de sentimentos
Imagem: Reprodução

Tem infinitos desejos na minha mente, permeando o meu imaginário, que já não são mais tão desejosos assim, são finitos. Eu não quero pegar tudo e jogar fora… Todas as concepções, todas as convicções, todos os anseios, os padrões… Jogar TUDO fora? Tudo o que imaginei que fosse acontecer, todo o caminho que planejei traçar e andar… Será que TUDO mudou? Será que nada será?

Estou com medo. Não sei se devo jogar fora todos os planos de até agora, e os amores. Em um tempo, parece que tudo foi fruto de um coração carente de ter um norte, e um projeto a que se dedicar. Em outro tempo, me lembro do tanto que amo aquilo lá e penso: foi Deus, é Deus que me fez sonhar! E tantas coisas boas já vivi e aprendi. Como justificação para a minha fraqueza, imagino que a longa espera me fez fadigar.

Às vezes parece um imaginário que nunca vai chegar. E dizer isso me parece um desapego de quem quer ficar confortável, tão somente confortável, sem se preocupar, sem sonhar, sem precisar ter fé naquilo que não se vê, sem confiar. Mas já não é exatamente o que quero fazer, é um sonho que amadureceu. Como se eu não soubesse mais o que estou esperando. E me dá agonia pensar em não esperar nada, em viver o presente. Não quero me mover para estar perto de pessoas, nem as de cá, nem as de lá! Quero me mover para estar dentro do anseio do meu Deus.

Tem uma vozinha chata me dizendo: “se segura, não se entrega que se não tu vai se arrepender lá na frente. Vê se não abre mão dessa espera em que com tanto empenho tens permanecido”. É uma vozinha chata porque contraria toda a vontade que eu sinto agora. Mas pode estar certa. E se não estiver? Eu não sei de onde ela vem, então não posso afirmar! Só que fica martelando, martelando… Ainda não consegui saber se me prende ou se me guarda. Vozinha, quem és tu? De onde você vem? É Deus ou o diabo? Ou sou só eu em minhas angústias, ou só eu em minha religião?

Juro que não estou questionando pra afirmar. Essa mania esquisita que tenho de falar, falar, falar ou escrever, escrever e depois me auto-responder não está funcionando agora. É crise e carestia de significado. Oh, ah… Me ajuda, meu Deus! Me ajuda, que sem ti, eu me lasco.

Por: Ananda Ribeiro

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